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O cara é bom drogado!

Atualizado: 3 de mai. de 2023


Carlos cuida da área de inteligência de mercado de uma grande organização com escritórios em várias partes do mundo.
Ele começou como analista de marketing, depois passou por analista de CRM e agora assumiu a coordenação da área de IM.
Carlos tem 39 anos, é solteiro, mora sozinho e é bastante discreto. Quase ninguém sabe da vida particular de Carlos que já está na empresa a 9 anos.
O chefe dele o adora. Carlos tem algumas sacadas extraordinárias e que dão super certo quando implementadas. Ninguém imagina de onde ele tira tanta ideia legal. Ele pega o problema, passa algum tempo analisando os dados e, quando trás a solução é algo inimaginável e, invariavelmente, dá certo.
As pessoas na empresa gostam de falar com Carlos para pedir ideias para problemas do dia a dia. Embora muito reservado, ele escuta com atenção e, depois de algum tempo, ele leva para pessoas ideias geniais.
Carlos é adepto a Terapia Psicodélica a base de Cetamina. Essa terapia é muito comum nos Estados Unidos e no Reino Unido, mas é proibida no Brasil. Como Carlos trabalha para esses países, mesmo estando no Brasil, ele acredita que não está fazendo nada de errado, pois só não está fisicamente nos países, mas está com a mente ligada neles no dia a dia, além do que, ninguém sabe sobre a terapia.
Hoje, ao apresentar uma nova ideia para um prospect em potencial, Carlos ouviu rasgados elogios e a promessa de conquistar mais um cliente.

Questões:

  1. Em uma economia globalizada é ético utilizar os mesmos recursos que existem em outros países?

  2. Se Carlos não utilizasse a terapia adotada para os países que presta serviço, ele não seria tão competitivo como seus pares nesses países. Essa premissa sustenta uma postura ética?

  3. Sabemos que, ao utilizar a terapia no Brasil, Carlos não está agindo moralmente, pois as regras (leis) aqui não permitem. Neste caso é mais importante ser ético ou agir moralmente?

Comentários:

Em um mundo globalizado é complicado agir moralmente quando falamos de seguir as regras (moral) dos países para os quais temos relacionamento profissional no dia a dia.


Uma coisa é você pegar o avião e ir até determinado país para realizar um trabalho tendo que obedecer às regras (moral) daquele país. Estando lá, você pode utilizar dos mesmos recursos lícitos que os seus pares que moram lá utilizam. Isso é até natural. Outra coisa é, com o processo de home office e globalização, você não sai do seu país, mas está virtualmente trabalhando em outro, como se estivesse lá e, por questões políticas, não pode utilizar os mesmos recursos que seus pares utilizam.


Como a moralidade é algo local e cultural (leis/regras) ainda é difícil entender até onde podemos pensar e agir moralmente sem ser considerado um imoral.


A ética não passa por esse problema, pois é universal. Mas também não trata desses problemas pois eles têm origem local.

Precisamos começar a discutir esses assuntos de forma a criar alternativas que sejam viáveis tanto moralmente como eticamente. Como a globalização é um caminho sem volta, em relação ao trabalho e recursos das pessoas, para sermos competitivos teremos que utilizar os mesmos recursos globais.


Quanto maior a moralidade de um país em relação aos recursos que as pessoas utilizam para trabalhar, menor será sua adequação global. Já pensou nisso?

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